Razões para planejar a iluminação da sua casa

Com a criação de um projeto de luminotécnica é possível trazer ao ambiente a chamada Eficiência Energética 

Algo que muitas vezes acaba sendo deixado de lado na hora de se pensar um ambiente é a iluminação. Estamos preocupados em como móveis e eletrodomésticos ficarão em um cômodo, mas não temos esse mesmo cuidado para pensar em quanta luz natural o ambiente receberá, ou qual o melhor tipo de iluminação artificial para aquele ambiente. Assim como conseguimos usar móveis para dar destaque em um ponto forte de um cômodo ou disfarçar um ponto fraco, também podemos usar a iluminação para cumprir esse papel.

Tânia Fernandes é arquiteta e atualmente faz pós-graduação na área de Luminotécnica. Para ela, o planejamento da iluminação tem o objetivo de criar melhores efeitos com a luz natural, e ao mesmo tempo poupar no consumo de energia elétrica. “A criação de um projeto luminotécnico é feita a partir de um estudo bem detalhado do mobiliário, das cores das paredes e dos ambientes. É preciso já ter em mente o que será destacado em cada cômodo, seja um quadro, adorno, planta, vidro, espelho ou outro. Para assim, pensar em como a luz precisa ser trabalhada”, conta a arquiteta.

Em uma explicação rápida, a importância de um projeto luminotécnico seria conseguir ressaltar o que há de melhor num projeto de design ou arquitetura, e proporcionar melhor visualização dos detalhes, mas tendo cuidado para não tornar o ambiente cansativo para os olhos.

O projeto é feito desde o momento da construção até a hora de escolher qual lâmpada por em cada cômodo. “Hoje, em cerca 80% dos projetos são usadas lâmpadas de LED, que mesmo mais caras em um primeiro momento, trazem mais economia a longo prazo por consumir menos energia e ter uma maior vida útil; os outros 20% se dividem em lâmpadas incandescentes, halógenas, halopins, eletrônicas, entre outras, cada uma tendo seu diferencial. Por exemplo, se o cliente busca uma iluminação com um efeito mais puro de luz, costumo indicar embutidos de lâmpadas halógenas, que possuem um IRC que as lâmpadas de LED ainda não conseguem alcançar”, explica Tânia.

Mesmo já tendo lâmpadas que consumem menos energia, a arquiteta Tânia Fernandes ainda indica o máximo possível de luz natural. “Não apenas pela questão de redução no valor da conta de energia, é interessante fazer com que a luz do sol adentre o máximo possível na moradia, pois além de ser a mais natural, é a que mais faz bem ao ser humano”, conclui a arquiteta.

Fonte: Redação.

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