Academia também é lugar para a terceira idade

Contra quedas e combate à solidão, apesar dos inúmeros benefícios da atividade física,no Brasil, poucos idosos tem uma rotina de exercícios

Aquela imagem dos avôs sentados nas cadeiras de balanço vai ficando para trás. Cada vez mais ativos, os idosos seguem ocupando mais espaços, inclusive nas academias. Os exercícios são extremamente benéficos a eles. Entretanto, pesquisa recente divulgada pelo Ministério dos Esportes mostra que apenas 36% dos adultos de 65 a 74 anos praticam alguma atividade física.

Para que este público construa o hábito da atividade física prazerosa, a Unique Fitness oferece o Unique Diamond, programa especial para os idosos. Como explica o professor Guilherme Henrique, são três pilares considerados: “biológico, psicológico e social. No biológico, levam-se em consideração os aspectos genéticos, fisiológicos e morfológicos. No psicológico e social, é preciso que o profissional de educação física tenha habilidades interpessoais para que se compreenda a rotina do idoso tais como isolamento social e afetividade. Essa faixa etária comumente sofre com a depressão geralmente oriunda da aposentadoria e do sentimento de inutilidade”, disse.

Antes de começar uma atividade física é preciso uma visita ao médico. A vovó ou o vovô precisa de uma análise de um cardiologista e, também, indica-se uma consulta com um ortopedista, isto para que o professor de educação física tenha todas as informações para montar um programa de exercícios coerente e seguro. “Tudo isto é pensado para que a que atividade física não seja um peso e sim algo agradável, seguro e faça parte do cotidiano”, destaca Henrique.

A dança é uma das modalidades indicadas para os idosos. Ela trabalha flexibilidade, alongamento, equilíbrio dinâmico e propriocepção (é a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo), e ainda atua na quebra do isolamento social por possibilitar contato entre as pessoas.

As atividades aquáticas, como a hidroginástica também são recomendas por treinar o sistema cardiovascular e por serem práticas de baixo impacto nas articulações. “E comum o idoso apresentar patologias como artroses, tendinites e artrites”, disse o professor da Unique.

O mais importante para a qualidade de vida é o treino de força, a musculação. O personal ainda explica que “com o avançar da idade, o indivíduo entra no processo chamado de osteopenia, que é a perda de massa óssea, que evolui para osteoporose, e também a sarcopenia, que é perda de massa muscular”.

Neste quadro, o treino de força pode amenizar as consequências da patologia ao desacelerar as perdas de massa óssea e muscular. A musculação fortalece e protege as articulações. “Dessa forma, o indivíduo consegue se manter ativo mais tempo em suas atividades diárias”, conta Guilherme Henrique.

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